Uma cultura organizacional forte e saudável impulsiona a produtividade, a motivação e a satisfação dos colaboradores, além de contribuir para a retenção de talentos.
Neste post, vamos explorar a importância da cultura organizacional e como ela pode ser desenvolvida e fortalecida no ambiente de trabalho de uma empresa.
Vamos lá?
O conjunto de valores, comportamentos, práticas, símbolos, hábitos, princípios, crenças e políticas é o que define a identidade da empresa, como ela conduzirá seus processos internos e externos, dia a dia.
Quando uma empresa nasce, ela reflete os valores de seu fundador e com o passar do tempo é moldada pelos processos e comportamentos executados dentro da empresa. A cultura organizacional é, portanto, bem definida e permanece como a base através da qual o capital humano da empresa é valorizado e os objetivos da empresa são alcançados.
A maior referência teórica para esse tema é o livro “Organizational Culture and Leadership” escrito pelo psicólogo Edgar Schein, que traz a marcante frase “a cultura representa para grupos e organizações o mesmo que caráter para indivíduos”.
Agora que você já entendeu o significado, é hora de entender as diferenças que Cultura Organizacional e Clima Organizacional possuem.
O clima organizacional define a temperatura da empresa nos mais diferentes aspectos. É a percepção que todos os colaboradores possuem da empresa. Essa percepção envolve estrutura física, equipamento de trabalho, relação entre colaboradores, perspectivas profissionais.
A principal diferença entre as duas é que o clima organizacional é algo inconstante, enquanto a cultura tem como marca sua solidez, por trazer consigo uma série de processos estabelecidos ao longo do tempo de operação da empresa.
Criados por Charles Randy nos anos 70, a cultura de uma empresa pode ser dividida em quatro diferentes tipos:
Nesse tipo de cultura, o papel que cada função da empresa executa é bem definido, muitas vezes resultando em falta de motivação e inovação.
Como o próprio nome já diz, tem o colaborador como ponto central. Valoriza a criatividade, trabalho em equipe e crescimento, sendo mais flexível e inovadora.
Tem como característica a centralização de poder nas figuras de liderança, ocorrendo com maior frequência em empresas de menor porte, que tem o dono como detentor do poder, gerando desgaste.
Foca na realização de atividades, valorizando especialidade e flexibilidade.
Lembrando sempre que não há uma cultura que seja melhor que a outra, mas sim a cultura que se adapta às necessidades de cada empresa.
A cultura organizacional serve como um guia para o comportamento dos colaboradores. Uma cultura positiva promove a cooperação, a colaboração, a inovação e a ética profissional, criando um ambiente propício para o crescimento da empresa.
Empresas com uma cultura sólida e positiva têm uma vantagem competitiva na atração e retenção de talentos. Todos os profissionais buscam organizações que compartilhem valores semelhantes aos seus e ofereçam um ambiente onde se sintam motivados e valorizados. Além disso, traz o senso de pertencimento que contribui para a fidelidade e satisfação dos colaboradores.
Uma cultura organizacional bem definida alinha os objetivos individuais dos colaboradores aos objetivos da empresa. Isso cria uma sinergia onde todos estão trabalhando em direção a metas comuns, promovendo um senso de propósito compartilhado. O alinhamento de objetivos impulsiona o desempenho coletivo e a consecução de metas estratégicas.
Em um ambiente empresarial dinâmico e em constante mudança, saber lidar com as adversidades é crucial. Uma cultura organizacional sólida proporciona uma base estável que permite à empresa adaptar-se rapidamente a mudanças, aprender com desafios e enfrentar adversidades com determinação. A resiliência organizacional é vital para a sustentabilidade a longo prazo.
Culturas que encorajam a inovação e a criatividade fornecem um ambiente onde os colaboradores se sentem à vontade para compartilhar ideias, assumir riscos calculados e experimentar novas abordagens. Essa liberdade impulsiona a inovação, permitindo que a empresa se destaque em um mercado cada vez mais competitivo.
A cultura organizacional influencia diretamente como os colaboradores interagem com os clientes. Uma cultura centrada no cliente promove um serviço de alta qualidade, cria lealdade e contribui para uma reputação positiva no mercado. Os valores e atitudes dos colaboradores refletem na experiência do cliente de maneira significativa.
Em resumo, a cultura organizacional não é apenas uma expressão de valores; é a essência que sustenta o coração de uma empresa. Ela é um fator diferenciador que impulsiona o desempenho, atrai talentos, fortalece a resiliência e impulsiona a inovação. Assim, a importância da cultura organizacional transcende as paredes da empresa, deixando uma marca indelével no cenário corporativo.
Estabelecer a missão, visão e valores é fundamental na definição da cultura organizacional. Esses elementos formam o tripé do planejamento estratégico, orientando a razão de existir, a visão de futuro e os princípios da empresa.
Além disso, o diálogo contínuo com os colaboradores é essencial. Reuniões, happy hours e outras formas de interação proporcionam visões valiosas sobre o sentimento dos colaboradores em relação à empresa, impactando positivamente os resultados e facilitando a tomada de decisões.
Para formar uma cultura organizacional, deve-se considerar a missão, visão e valores da empresa. Resumidamente, podemos definir da seguinte forma:
É a razão de ser, o motivo para o qual a empresa existe e trabalha.
É onde a empresa deseja chegar.
São as crenças da empresa, no que ela acredita, com princípios que orientam todas as atividades.
Uma cultura organizacional forte oferece uma série de benefícios significativos. Maior engajamento dos colaboradores, retenção de talentos, construção de uma marca sólida, fit cultural e um clima organizacional positivo são resultados de uma cultura forte e focada em gestão de pessoas.
Isso não melhora somente a eficiência dos processos, mas também fortalece a posição da empresa no mercado, criando uma reputação que atrai os melhores profissionais.
Tudo isso é necessário para o objetivo de todas as empresas: o sucesso financeiro.
A identificação da força da cultura organizacional pode ser realizada por indicadores tangíveis. Pesquisas de clima organizacional, análise do presenteísmo e absenteísmo, somados a observação do ambiente de trabalho, fornecem insights valiosos.
Uma pesquisa da consultoria Talenses revelou que mais de 63% dos colaboradores conseguem identificar se a empresa possui uma cultura forte. Essa autoconsciência é um sinal claro de uma cultura organizacional bem definida.
Disseminar a cultura organizacional requer estratégias eficazes. Treinamentos com colaboradores e gestores, momentos de interação, políticas claras e a incorporação da cultura desde o processo seletivo são abordagens-chave.
Cultivar uma cultura organizacional envolve contratar colaboradores alinhados à cultura da empresa, realizar ações e reforços constantes, coletar feedbacks e ouvir atentamente as sugestões de seus colaboradores.
Presenteísmo, absenteísmo e um clima organizacional negativo são indicadores claros de uma cultura fraca e tóxica.
Caracterizado pela presença física sem envolvimento mental, reflete a insatisfação e falta de motivação dos colaboradores.
Reflete problemas mais profundos na equipe, afetando a qualidade e entrega do trabalho, impactando os resultados da empresa.
O gestor tem uma missão crucial na disseminação da cultura organizacional. Alinhar expectativas, participar ativamente nos processos de recrutamento, reconhecer e recompensar colaboradores são de extrema importância.
Contratar profissionais que se alinhem à cultura é uma estratégia efetiva. Além disso, envolver os colaboradores em treinamentos, proporcionar momentos de interação e coletar feedbacks são práticas essenciais para fortalecer a cultura organizacional.
A Coca-Cola tem uma cultura centrada em inovação e orientação global. Projetos específicos dedicados à inovação e uma plataforma global de comunicação demonstram o compromisso com esses valores. A empresa prioriza a diversidade e inclusão, incorporando quatro pilares principais (criar, articular, regular e avaliar) em suas práticas, desde a atração de talentos até a otimização de processos.
A Natura coloca o bem-estar dos funcionários no centro de sua cultura, refletindo o lema “bem estar bem”. Isso cria uma conexão mais profunda entre os colaboradores e a empresa. A filosofia “people first” da Natura coloca as pessoas em primeiro lugar, resultando em melhorias nos resultados e no fortalecimento da cultura organizacional.
O Google é conhecido por seu ambiente de trabalho descontraído e flexível, refletindo uma cultura organizacional aberta à expressão e colaboração. A criação do cargo de Chief Culture Officer destaca a importância atribuída ao tema na empresa, garantindo que ela seja uma consideração fundamental em todas as operações.
A Apple destaca-se por sua abordagem única na construção da equipe, valorizando mais a personalidade do que o currículo do candidato. A empresa busca criar uma equipe capaz de oferecer soluções criativas e diferenciadas, promovendo uma cultura de inovação constante.
A cultura organizacional da Netflix é focada nos valores e habilidades individuais dos colaboradores, não apenas nas horas trabalhadas. Avaliações constantes visam melhorar continuamente o serviço, proporcionando um ambiente que incentiva a expressão e promove o crescimento profissional.
A cultura organizacional é identificada como o principal motivo para o sucesso do Nubank. Práticas como a ausência de dress code, eventos como food trucks e happy hours, e uma abordagem humanizada no atendimento ao cliente demonstram o foco na cultura.
A Inteligência Artificial (IA) transformou-se em uma realidade nos negócios, e o RH não foge disso.
Alguns dos usos da IA em empresas incluem:
A gamificação, já aplicada em endomarketing e treinamentos com grandes resultados, expande-se para recrutamento. A metodologia atrativa, baseada em recompensas e prazer, promete melhorar significativamente resultados das empresas.
Trabalho híbrido e flexível não é uma novidade, porém, foi impulsionado pela transformação digital e pela pandemia, o home office é consolidado como o futuro do trabalho. Modelos híbridos, combinando trabalho presencial e remoto, ganham preferência, destacando-se como uma opção valiosa para atrair talentos.
Sistemas especializados em coletar, processar e integrar dados estão revolucionando a gestão de RH. O People Analytics avalia desempenho, perfis de contratados e comportamentos, proporcionando insights estratégicos para empresas se destacarem dos seus concorrentes.
O perfil do novo profissional valoriza uma experiência positiva desde a candidatura, não somente a remuneração. Com o avanço em ferramentas de seleção, os talentos veem uma real oportunidade, aumentando motivação e engajamento após a contratação.
O smartphone é quase uma extensão do nosso corpo, e isso se aplica ao mundo corporativo. O RH sabe que é uma tarefa árdua conseguir atingir todos os colaboradores. Por isso, utilizar o smartphone para comunicação interna, envio e assinatura de documentos, ações de endomarketing e otimização das rotinas é uma necessidade.
A exemplo do home office, D&I não é uma novidade. Além de um ponto estratégico, manter uma cultura de diversidade e inclusão é o desafio. Empresas diversificadas são vistas positivamente e alinham-se a um mercado mais inclusivo, satisfazendo consumidores e talentos.
Como você percebeu, cultura organizacional passa pela a estrutura e os processos internos de uma empresa. Sua construção e manutenção exigem esforço contínuo, mas os benefícios recompensam. Compreender a importância, características e estratégias é a diferença entre estagnação e sucesso.
Até a próxima!